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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A Preguiça do Querer

Se na sociedade moderna se pensasse em termos de ciclos, a questão do tempo e a angústia gerada pela dificuldade de administrá-lo se diluiria. Entretanto, é de tal modo avassaladora a exigência do cotidiano que a falta de tempo pode, na realidade, traduzir a falta de vontade ou a fraqueza dela.

Longe de promover o alívio, a divisao do tempo em horas traz, no mundo de hoje, um paradoxal acréscimo de ansiedade na realização das tarefas inevitáveis do dia a dia, quando o prazer se torna, não raro, refém das solicitações diárias. Assim, passamos a desejar que um Deus ex-machina intervenha e nos salve do que não temos força para realizar ou recusar. Sonhamos com soluções divinas, por assim dizer, que nos salvem de situações constrangedoras e nos poupem de assumir a verdade quando não desejamos corresponder a alguma expectativa do outro.

A resistência do querer faz com que se alegue a famosa "falta de tempo", que pode ser naturalmente a simples verdade, mas pode também representar um tipo de desculpa que justifique uma recusa sem causar mágoas inúteis. Muitas vezes, no entanto, essa desculpa se aplica a nós mesmos. Quantas vezes deparamos com uma mesa atolada de papéis e objetos, gavetas que imploram por arrumacão, pilhas de DVDs, uma hora a ser marcada em algum médico ou uma atividade que nos faria bem, mas nos convencemos que não temos tempo?


Não seria essa falta de tempo um descaso conosco? Uma relação inacabada com o que desejamos? Não nos questionamos, apenas cedemos a uma solução de facilidade e acomodação que ninguém ousaria contestar, uma vez que significaria forçar, insistir ou pressionar, e atitudes poderiam nos arremessar no assustador território de exaustão. Desse modo, a falta de tempo deixou de ser apenas uma desculpa para ser um código que encerra inúmeros significados. Mas, se você se perguntar como anda sua relação com você mesmo, saberá que é você quem deixa de ser prioridade cada vez que  recorre ao expediente de um argumento que, de tão difundido, conquistou certa legitimidade. Em suma, a falta de tempo é uma desculpa aceita. É como um gentlemen's agreement, um pacto silencioso quase infantil com nossa consciência. Um segredo de polichinelo.

De tão plausível por traduzir o mundo contemporâneo, a falta de tempo como desculpa é como um castelo de cartas que pode ruir a um mero contato com a sinceridade interior. Por mais asfixiante que possa parecer, é possível criar um espaço lúdico e desprovido de tensão chamado tempo. Tempo para si, tempo para o outro, tempo para desejar tempo. Afinal, qual a maior motivação que se pode ter que não a do prazer? Consigo ou com o outro. E, assim, a desculpa se esvai e o tempo surge como fruto de uma relação mais amorosa consigo.

Fonte: Tuna Dwek, cientista social e escritora - Revista da Cultura

Dê um tempo para você!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Solução criativa para problemas


Mesmo você não sendo um gênio, é possível usar as estratégias de Aristóteles e Einstein para aproveitar o poder da sua mente criativa e gerir melhor o seu futuro.

As estratégias a seguir podem incentivá-lo a pensar de maneira produtiva.
Conheça os estilos de pensamento dos gênios criativos da ciência, arte e indústria, ao longo da história:

Conheça 9 abordagens para a solução criativa de problemas:

1) Repense! Olhe para os problemas de muitas maneiras diferentes.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O que você quer ser quando crescer?

Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Clique AQUI.
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Astronauta, jogador de futebol, médico, bombeiro, bailarina?
Eu queria ser professora. E você? O que queria ser com dez anos?
Fez acontecer? Isso ficou para trás? É feliz no que faz?
Artigo, Gabriela Otto
(foto: blogdohistoriando.blogspot.com)

A felicidade depende de nós mesmos. Fácil falar, difícil aceitar. Afinal, é tão simples dar desculpas, apontar o outro, lamentar-se.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Ter e o Ser

Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Clique AQUI.
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Para fechar o ano de 2010, escrevi um artigo com algumas palavras que sempre me inspiraram: "O benefício do fracasso e a vantagem da imaginação".

Entendendo que o final de um ano é momento de reflexão e planos e, novamente, peço licença para, dessa vez, compartilhar alguns trechos do livro Mercenário ou missionário, autobiografia de Victor Siaulys (1936 - 2009).

Posso apresentá-lo de diversas maneiras:

- Fundador e presidente do Conselho de Administração do Aché Laboratórios Farmacêuticos (seu lado "mercenário");
- Membro efetivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República;
- Como hoteleiro, fundador e proprietário dos hotéis Unique São Paulo e Unique Garden, ambos obras arquitetônicas de seu grande amigo de infância Ruy Ohtake.
Mas vou me referir aqui simplesmente ao "seu Victor", idealizador e Presidente do Conselho Deliberativo da Laramara, Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (seu lado "missionário", motivado pelo nascimento de sua filha caçula Lara, deficiente visual).

Seus valores humanos e humanitários estão incrivelmente presentes no Unique Garden, onde o conheci e encantei-me pela sua história. O local foi todo idealizado para receber crianças com deficiência visual, que encontram lá um paraíso das sensações. Não é à toa que a dica é passear pelos jardins com os olhos fechados.
Gostaria de transcrever o livro inteiro aqui. Todos nós temos muito a aprender com esse grande brasileiro, idealista, ousado e, acima de tudo, um ser humano maravilhoso.

(foto: Gabriela Otto)

"O Ter
Em uma empresa competitiva, você não pode SER, você tem que negociar permanentemente, aprender a se proteger e criar armaduras. Tem que aprender a olhar para dentro e ouvir a si mesmo, mas isso exige muita coragem. Mesmo porque o medo de perder tudo que acumulou na sua conta é muito forte.

Quando a ambição fisga o SER o arrebanha para o TER?

Em que momento se instala o fascínio do sucesso, do controle, do domínio, do poder e do dinheiro?

A história dessa química invade a alma, inebria a mente.

O TER pode ser mau, mas é bom.

Como TER sem SER?

É o dilema shakesperiano, o que ter e o que não ter?

É da condição humana querer tudo. E tanto Hollywood quanto os comerciais de cigarros ou revistas com fotos de celebridades nos mostram isso todos os dias: os bem-sucedidos são os que têm dinheiro, mulheres, aviões, cavalos, ilhas e castelos. Todos nós queremos ter sucesso na vida. Os mais valiosos adoram ser medidos pelo seu saldo bancário, ou por sua lista de propriedades.

A ambição faz parte do ser humano. É a força do TER sobrepujando o SER.

O que importa é TER. Você é avaliado pelos seus pares por aquilo que tem. Com um pouco de habilidade e competência pode TER tanto quanto sua ambição alimente. TER bens depende da nossa capacidade mercenária de gerar lucro.

A felicidade é TER mais coisas. TER bastante dinheiro para consumir as prateleiras do shopping.

Imitando meu irmão Frei Betto, adoro fazer passeios socráticos pelos shoppings, para saber tudo o que não preciso TER para ser feliz?

Não dá para ser feliz quando se tem um grande apego às coisas materiais. É o desejo de TER que move os homens. O desejo de ter mais e mais.

O dinheiro mal-amadoO meu desapego ao dinheiro não decorre de qualquer atitude mística ou religiosa. Acho até que foi consequência do convívio com alguns indivíduos claramente mesquinhos. Indivíduos bem-sucedidos, ricos mesmo, que permanentemente se queixam da falta de dinheiro e buscam sempre uma nova oportunidade de ganhar 'mais algum'. Pessoas assim, certamente nunca dormem direito. E quando o fazem, por poucas horas, deve ser sob estresse permanente. Começam perdendo a saúde para conseguir o dinheiro. E terminam por perder o dinheiro para tratar da saúde. Passam pelo mundo mirando ansiosamente o futuro e se esquecem do presente. Acabam por desperdiçar tanto o presente quanto o futuro.

Aprendi com um rabino: se quiser avaliar uma pessoa, procure observar a maneira como ela se comporta diante de três coisas: sexo, tempo e dinheiro.

Madre Teresa de Calcutá disse: 'Não nos contentemos simplesmente em dar dinheiro. Dinheiro não é o suficiente, dinheiro pode ser conseguido, mas eles (as pessoas) precisam de nossos corações para amá-los. Portanto, espalhem amor por onde passarem'.
O Ser
O SER é mais complexo, exige moral e ética. Comprometer-se com uma causa. Ter uma missão. Participar de um desafio. Não é necessário ter uma religião. Os textos sagrados nos dizem que o que salva o homem não é a sua religião, mas a sua crença. Juntar-se a amigos verdadeiros, identificados pelos mesmos ideais e pela mesma ética social. A felicidade do TER é efêmera. O significado de nossa vida é o SER. Ele é eterno. A maioria das pessoas insiste em comprar a felicidade para preencher o seu vazio existencial, como dizia Jung.

Todos os grandes mercenários que conheci são grandes dissimulados, falam com absoluta convicção. São eloquentes nos seus falsos argumentos, mas dissonantes na hora em que expressam a verdade. Habituado ao convívio com cegos, aprendi que, quando falamos a verdade, nossa voz tem um tom quase musical. Quando mentimos, nossa voz sai do tom. A falsidade é dissonante.

Sobreviver no mundo empresarial é viver um jogo, em que você tem que aprender as regras e como burlá-las. Assim, o blefe e pequenas infrações vão fazendo parte do esquema. Embora vencer ou perder façam parte do jogo, ninguém entra para perder. No mundo corporativo não existe concorrente que mereça ser considerado seu amigo. Todos, sem exceção, são seus inimigos. Nunca subestime um executivo mercenário. Poder e dinheiro formam como combinação afrodisíaca.

O único padrão conhecido de valorização das pessoas é o TER. Algumas vezes, confesso, sucumbi, passando por cima da minha crença no SER. O TER demonstra o quanto você vale no mercado. Nossa existência é calculada em reais ou dólares. Você precisa ostentar para que os outros saibam quem você é, o que tem, ou quem acha é: uma criatura importante, a ser reverenciada por possuir carros importados, relógios e roupas de grifes famosas.

De meu lado mercenário, o TER foi fundamental. Sempre foi difícil lidar com ele sem ceder à tentação. Qual a medida certa e a proporção adequada? De quanto precisamos para bancar a felicidade? Qual a cota de simplicidade e despojamento que suportamos? São perguntas que me perseguiram a vida inteira.

Aprendi que para construir fortuna teria que abater adversários. Tudo correu conforme o programado - na contabilidade dos bens patrimoniais e dos afetos.  Eu não sabia o que me aguardava nas casualidades da vida? Mas, numa das Deus-incidências que me perseguem ao longo da existência, o nascimento de minha filha, em 1978, me mostraria que eu era apenas gente, como todo mundo. E que minha arrogância de executivo não valia nada. Eu não era o super-homem que pensava ser. Nem o todo-poderoso incensado pelo elevado saldo positivo que eu tinha na conta do TER.

Com o falecimento de meu pai, eu receberia como herança a casa onde nasci e que havia sido construída por ele. Com a mãe coragem Mara, começaríamos ali o nosso trabalho missionário. Um desafio familiar da dinastia Sialyus, sem qualquer vínculo com o trabalho mercenário na empresa farmacêutica que ajudei a fundar.

Hoje, convivendo com crianças cegas, que ocupam grande parte da minha vida, aprendi que para elas a felicidade tem um sentido totalmente diferente daquele das pessoas com visão. Grifes, luxo, ostentação, joias, adereços não têm sentido. Não precisam deles para mostrar quem são ou quanto valem, em comparação com os seus concorrentes. Não se preocupam com o TER, satisfazem-se simplesmente com o SER. Ou como nos ensina Fernando Pessoa: 'Tudo o que fui, foi o que não tive'.

Todo empresário tem, sempre, de tudo um pouco: poeta, louco, aventureiro, uma boa dose de arrogância e pretensão. Nossa civilização cultua os vencedores e é implacável com os perdedores. Como todo empresário, eu também sempre me julguei um vencedor, até levar a célebre porrada do poema em linha reta:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo
E eu que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida.
Fernando Pessoa

Percebi, pela primeira vez na vida adulta que, além de louco, aventureiro e arrogante, eu era um ser humano como qualquer outro. Um provérbio oriental me ensinou que todo problema na vida nos é colocado por obra de Deus, para testar nossa capacidade de resolvê-lo. Aprendi com grandes marqueteiros que é justamente nos momentos de crise que aparecem as oportunidades. Aprendi com um grande empresário que, quando não temos nenhum problema na nossa empresa, é importante que criemos um. Ele pode ser a oportunidade que precisamos para refletir sobre os dois aspectos muito importantes em nossa vida e em nossa empresa: Onde estamos? Para aonde vamos?"

SEJA
mais em 2012!!!!


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Ouça o Sr.Victor (Época Negócios). Clique AQUI.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Prazer no Trabalho

Esse texto não é meu, mas resolvi postar para dividir com todos as sábias palavras de Flávio de Almeida Prado, consultor e autor do livro "Prazer - A Energia dos Vencedores".
Aproveitem a leitura e, quem sabe, repense sua vida profissional.
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PRAZER é fundamental! Você já parou para pensar por que trabalha? Se não fez, tente agora enumerar três razões, não mais que isso. Se prazer não está entre nenhuma dessas três razões, vocês está roubado. Roubaram a sua vida e você não percebeu.

Pense o seguinte: descontando as 8 horas de sono, você passa 80% da sua vida trabalhando ou envolvido em atividades relativas ao seu trabalho. Dos 20% restantes, pelo menos 15% são gastos em mera sobrevivência, o que inclui tudo o que mantém você apto para trabalhar.
Sobraram 5% para o seu prazer - é um número irrisório se comparado com os 80% que você  passa trabalhando. O pior é que trabalho sem prazer cansa, esgota. E o prazer, por pura falta de energia, fica sempre postergado para o dia seguinte.
O prazer no trabalho é o que existe de mais fundamental em sua vida. Não somente para sua qualidade de vida, mas porque ele é o seu termômetro de sucesso dentro daquilo que você faz. Trabalhando com prazer, você tem sucesso garantido. Com desprazer, você você está condenado a continuar fazendo o que faz pelo resto da existência - se não for demitido antes, por ineficiência numa reestruturação.

Prazer é a razão da nossa existência - na verdade, é a maneira pela qual a natureza nos indica que estamos no caminho certo. Tudo o que você fizer que seja a favor da sua natureza será retribuído com uma sensação prazerosa. Da mesma forma, tudo o que fizer que discorde dela logo lhe será cobrado. Primeiro aos poucos, mas se você insitir, a multa será pesada. (Está percebendo a origem dos enfartes?)

O prazer é fundamental para sua saúde. A sensação de prazer (aquela que a natureza quer que tenhamos) é ativada, entre outras, por uma substância conhecida como endorfina. Lembra daquela sensação de plenitude e bem estar que a maioria das pessoas sente após a prática de esportes? pois é a endorfina que a provoca. A endorfina, em conjunto com outras substâncias produzidas pelo organismo, reduz nossa pressão, diminui os batimentos cardíacos, é relaxante. A adrenalina, por sua vez, é a substância que nos prepara para enfrentarmos situações de perigo. Na floresta, diante de um leão, é a adrenalina jogada no sangue que faz você sair em disparada. Ela é fundamental para manter nosso pique, nosso entusiasmo e nosso prazer. Mas a adrenalibna, tão vital para nossa sobrevivência (até para que tenhamos prazer), torna-se a grande assassina quando em excesso. Ela aumenta a pressão e os batimentos cardíacos, excita-os angustiantemente e, por fim, destrói-nos. O equilíbrio das várias substâncias produzidas pelo organismo, ao contrário, aguça nossa inteligência e aumenta nossa produtividade. Como? Você consegue pensar direito quando está de cabeça quente? Quem decide melhor numa situação de incêndio: o calmo ou o desesperado? De novo, estamos falando de equilíbrio. Você não pode ser tão calmo a ponto de deixar o fogo queimá-lo vivo. Nem tão desesperado a ponto de pular pela janela. Realize coisas que lhe provoquem prazer e seu organismo vai agradecer produzindo adrenalina, endorfina e outras "inas" na quantidade certa.


O prazer é fundamental para o seu sucesso. Você pode não estar ligando muito para sua saúde, mas se está preocupado com seu futuro profissional, é bom tomar consciência de algumas realidades. Nos dias de hoje, de concorrência exacerbada e cerscente no ambiente de trabalho, é indispensável um aprendizado constante, mesmo para quem não está (ou acha que não está) empenhado em obter sucesso no trabalho. Adquirir conhecimento, sempre e cada vez mais, é algo inevitável simplesmente para manter a sua empregabilidade. Se você não sente prazer no que faz todos os dias, será muito difícil encontrar ânimo para aprimorar-se profissionalmente. E aí...
Infelizmente, nossa cultura está descobrindo tardiamente a importância do prazer. Valores externos nos forçaram a buscar atividades profissionais desvinculadas do nosso prazer. Afortunados foram aqueles que tiveram ou têm a oportunidade - e a felicidade - de seguir carreiras afinadas com aquilo que realmente gostavam ou gostam de fazer. Mas e os demais?
Provavelmente desperdiçaram ou estão desperdiçando suas vidas. Constatar essas realidades é correto, mas não é prático: infelizmente, mão podemos mudar o mundo. Mas podemo, sim, nos adaptar a ele, e é nesse sentido que temos que agir. Veja como:

Passo 1 - Defina sua situação prazeora de hoje - ou seja, o que lhe traz satisfação.
Passo 2 - Defina suas áreas de prazer, aquelas que concordam com a sua maneira de ser.
Passo 3 - De hoje em diante, oriente sua vida buscando sempre áreas prazerosas. É lá que está seu futuro.

Prazer é energia. É aquela energia que transforma o difícil em fácil e o impossível em possível. E se você está descobrindo isso agora, corra atrás: é fundamental para o seu trabalho, para o seu sucesso e para você ter uma vida que valha a pena ser vivida!
, é preciso fazer um projeto real de mudança - e enquanto você não conseguir tomar outro rumo, enquanto tiver que aturar uma situação desprazerosa, por causa do dinheiro no fim do mês ou porque está esperando ser chamado para uma área prazerosa, não entre em desesperado: invista nos prazeres paralelos. Eles existem - e vão ajudá-lo muito a fazer sua travessia. 

Se você já está atuando numa área que lhe traz prazer, luz verde: é por aí mesmo que deve prosseguir. Se esse não for o caso

Os prazeres paralelos são aqueles que quase todo o ser humano, de certa forma, é capaz de sentir. Eles não são fortes como os prazeres, atávicos (sobrevivência, criação, alívio após a dor, exemplo), mas funcionam da mesma forma. Na verdade, fazem parte do dia-a-dia e muitas vezes não são sentidos porque não prestamos atenção neles. Veja a relação abaixo, elimine alguns e acrescente outros. Depois faça sua própria lista de prazeres paralelos.
O ponto final, o diploma, a última telha, o cruzar a linha de chegada. Tudo isso gera momentos de efetivo bem-estar e nos estimula a continuar vivendo. Quando terminamos algo de certa magnitude gostamos de comemorar o evento. Pode ser muito bom também terminar uma etapa, uma tarefa, um projeto simples, um livro, um capítulo, uma página.

Depois do prazer de terminar vem o prazer de "fui eu quem fez". Esse é o prazer que nos dá orgulho de ter realizado algo.
É a sensação agradável de ser uma das engrenagens que faz o relógio funcionar. É bom saber que algo feito por você teve essa ou aquela utilidade na realização dessa ou daquela tarefa. Melhor ainda é sentir-se indispensável. Esse é um prazer de baixa densidade, mas de muita potência e duração. É sentido por aqueles que conseguem fazer com que suas vidas não passem em branco. Eles deixam suas marcas em benefício da coletividade - dedicaram tempo, energia e trabalho a coisas separadas de seus interesses individuais.

Quando você se aprimora, seja no que for, pode sentir-se muito bem - e só prestar atenção e dar-se crédito pela melhora que fez. Não fosse este prazer, seríamos todos ainda como os outros animais: eles tem um corpo com pouca ou nenhuma inteligência. Nós temos inteligência que, se bem usada, pode tornar o corpo mais eficiente.

Toda criança vai logo correndo contar aos pais uma coisa nova que aprendeu. Além da sensação de prazer, o saber nos dá também uma sensação de orgulho.
Prazer discreto, mas de suma importância: ele gera autoconfiança, amor-próprio, o sabor de sentir-se competente em algo.

Ser desonesto agride, altera o curso normal das coisas. E esse "alterar" um dia será cobrado. Prazer em ser desonesto? Posso ser tachado de incorrigível otimista, mas não acredito que seja possível.
Aqui os orientais chegam aos extremos de prazer. Nós ocidentais não chegamos a tal, mas não deixa de ser muito gostoso quando, mesmo com desprazer, conseguimos fazer aquilo que  era esperado de nós.
Reúna alguns desses prazeres paralelos. Adicione mais alguns só seus e acrescennte um pouco do seu saldo de poupança prazerosa. Então enfrente um desprazer com a vontade de subjugá-lo. Suas chances de sair vitorioso serão maiores ainda.

E se você sente que a sua atividade atual é desprazerosa? Vale a pena perder um pouco de tempo analisando-a. numa primeira fase, desmembre-a em subatividades. Será mesmo que são todas desprazerosas? Talvez você descubra  que apenas alguns componentes são realmente negativos. E dentro dessa listagem é muito provável que você encontre algumas atividades, ou até mesmo muitas, que normalmente lhe dão prazer. Ao enfrentar uma tarefa desprazerosa, não se esqueça de observar algo de extrema importância se outros tem prazer nisso, por que eu não poderia ter? É possível que você passe a gostar daquilo que a princípio parecida muito ruim. Eu já vi muita gente dizer que detestava certa pessoa, que não suportava sua presença e, depois, viver uma excelente relação com ela. Na verdade, é possível vivenciar o grande prazer de saber que estávamos errados.


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O Benefício do Fracasso e a Vantagem da Imaginação
Face your Fears, Live your Dreams (Enfrente seus Medos, Viva seus Sonhos)
Filosofia, Trabalho e Alienação

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Benefício do Fracasso e a Vantagem da Imaginação

Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Leia AQUI.
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Como estamos na virada do ano, gostaria de pedir licença aos leitores e deixar Vendas, Distribuição, Marketing, Revenue Management, OTAs e outros assuntos que costumo escrever um pouco de lado.



Pensei em compartilhar com vocês palavras que sempre me inspiraram e, pra tanto, escolhi um texto que me marcou.



Estou falando do discurso de J.K.Rowling (renomada, admirada e bilionária autora da série Harry Potter) na formatura dos alunos da Universidade de Harvard de 2008. É uma das maiores lições (pessoais e profissionais) que já ouvi.



O texto não é novo e talvez alguns já conheçam, mas espero que possa inspirá-los tanto quanto a mim.



Recebam essas palavras como o meu desejo de um 2011 incrível, com lições aprendidas, imaginação ampliada e amizades duradouras!

 

Disse Rowling:



“Tenho a minha frente uma grande responsabilidade e quero confessar-lhes que passei uma semana inteira preocupada em como fazer essa saudação. Então me lembrei da minha formatura, para a qual convidamos a baronesa Mary Warnock.



Tentando lembrar o discurso dela, percebi que não tinha gravado uma palavra do que ela disse. Essa descoberta me aliviou bastante, pois fiquei convencida de que não havia nenhuma possibilidade de influenciá-los negativamente com algo que eu possa dizer hoje inadvertidamente e que os leve a pensar em não seguir as promissoras carreiras para as quais estudaram.



Para descobrir o que deveria lhes dizer hoje, perguntei a mim mesma o que eu gostaria de ter ouvido na minha formatura, e que importantes lições aprendi nos 21 anos que se passaram desde que me formei.



Cheguei a duas respostas. Nesse maravilhoso dia em que estamos todos reunidos para festejar o seu sucesso acadêmico, a minha primeira decisão foi abordar o tema dos benefícios dos fracassos, que certamente acontecerão assim que começarem a trilhar a estrada da vida real. Em seguida, gostaria de destacar as grandes vantagens que vocês podem obter com a sua imaginação.



OS BENEFÍCIOS DO FRACASSO

Em certa época, tive dificuldade para equilibrar a minha própria ambição com aquilo que os mais próximos esperavam que eu fizesse. De uma coisa eu estava convencida: escrever romances era algo que eu sempre desejei fazer.

Contudo, os meus pais, que tinham uma origem humilde e nunca cursaram uma faculdade, tinham uma enorme esperança de que eu não desperdiçasse a minha imaginação super-reativa, com a qual não iria conseguir sobreviver. Eles tinham a expectativa de que eu aprendesse uma profissão, e eu queria estudar literatura inglesa.

Gostaria de ressaltar que não culpo os meus pais em nada pelo ponto de vista deles. Aliás, não se deve nunca culpar os pais quando eles querem nos guiar para uma direção que não é aquela que desejamos seguir.

Quando chegamos a uma certa idade, é fundamental que aceitemos a responsabilidade de pegar no volante, mesmo que não saibamos para onde estamos dirigindo...

Os meus pais fizeram de tudo para que eu não tivesse a experiência de viver na pobreza, quando adulta. Eles foram muito pobres, e eu também já vivi como pobre, entretanto concordo com eles que esta não é uma experiência enaltecedora. A pobreza implica ter medo, estresse e, às vezes, leva a uma depressão profunda.

Conduz geralmente a muitas dificuldades e humilhações mesquinhas. Sair da pobreza por seus próprios esforços é algo que enche qualquer pessoa de orgulho. A pobreza só pode ser romantizada pelos tolos.

Mas o que eu mais temia na idade de vocês não era a pobreza, e sim o fracasso. Apesar de ter tido uma clara falta de motivação na universidade, onde passei mais tempo no restaurante escrevendo histórias do que na sala de aula, devo dizer-lhes que desenvolvi uma grande habilidade de passar nas provas.

Não sou tão tola para supor que, apesar de vocês serem jovens e bem-educados, nunca tiveram desgostos nem passaram por dificuldades. Talento e inteligência não se constituem em uma vacina contra os caprichos do destino, e de forma alguma acho que algum de vocês tenha vivido até agora apenas de privilégios, contentamentos e plena felicidade.

Contudo, o fato de hoje estarem se graduando em Harvard sugere que vocês não estão devidamente acostumados com os fracassos. Cada um de nós pode ser conduzido pelo medo de uma falha tanto quanto pelo desejo de alcançar o sucesso. Em última análise, todos devemos decidir por nós mesmos o que é um fracasso, pois o mundo está ávido por lhe dar um conjunto de critérios para essa classificação.

Sete anos após minha formatura, eu tinha falhado de uma forma estrondosa, em uma escala épica. A minha experiência de grande fracasso incluía um casamento que durou menos de dois anos, fiquei sem emprego, me transformei em uma mãe solteira, tive depressão clínica e fui classificada como pobre na Inglaterra, sem chegar a ser uma sem-teto.

Os receios que os meus pais tinham a respeito do meu desempenho e situação, bem como aqueles sentimentos que eu tinha por mim mesma, ambos acabaram ocorrendo, dentro do padrão mais usual, ou seja: eu era o maior fracasso que conhecia!

Claro que o fracasso não é algo divertido. Aquele período da minha vida foi muito negro. Por que, então, falar sobre os benefícios do fracasso? Simplesmente porque o fracasso significa que você está muito longe do que é vital, essencial ou do que faz a diferença para a sua vida.

Parei, então, de pretender que eu fosse alguém diferente do que realmente era e comecei a dirigir toda a minha energia para terminar o único trabalho que de fato me interessava. Se eu tinha que ser bem-sucedida, isso tinha que acontecer no campo ao qual acreditava que pertencia.

Estava me sentindo bem livre e descontraída, pois o meu maior medo já tinha desaparecido, e eu ainda estava viva. Tinha uma filha que adorava, uma máquina de escrever e uma grande idéia. Por isso, estar na “rocha mais baixa” foi muito bom, pois ela constituiu-se como uma base sólida para que eu pudesse reconstruir a minha vida.

Certos fracassos são praticamente inevitáveis. O fato é que é impossível passar a vida sem cometer enganos, ou seja, viver no estado de falha zero, a não ser que você viva tão cautelosamente que pareça não estar vivendo, pois não participa de quase nada, não se envolve, não decide, ou seja, falha por omissão!

Ao ter cometido falhas, consegui uma competência importante: uma segurança interna que nunca tive, particularmente quando era submetida a provas de avaliação na faculdade. Os fracassos me ensinaram coisas que jamais poderia ter aprendido de outra maneira. Descobri que eu era determinada, persistente e muito mais disciplinada do que suspeitava.

Além disso, tive a confirmação de que possuía amigos de verdade, cujo valor estava bem acima daquelas pessoas que apenas zombavam de mim ou me censuravam. O nosso conhecimento nasce dos revezes que sofremos na vida, o que nos torna mais sábios e fortes.

Ninguém poderá se conhecer plenamente ou ter a convicção correta da força de seus relacionamentos, se não for submetido a fortes adversidades. Quem incorpora esse conhecimento acaba adquirindo um verdadeiro dom para lidar com tudo aquilo que é difícil de sobrepujar.

Para mim, esse conhecimento vale muito mais do que qualquer outra coisa que aprendi até então. Se existisse uma máquina do tempo que me permitisse dizer algo para mim mesma quando eu tinha 21 anos, salientaria que a felicidade pessoal está em saber que a vida não é uma lista de verificações de aquisições ou realizações. As suas qualificações e o seu currículo não são exatamente a sua vida, embora existam muitas pessoas que confundam as duas coisas.

A vida é difícil e complicada; ela está além do controle de qualquer pessoa. A compreensão disso nos capacita a sobreviver às vicissitudes, à sucessão de mudanças e turbulências que enfrentamos em nossa existência.

Após todos os meus fracassos, parei de fingir ser alguém que não eu mesma. Portanto, foram enormes os benefícios dos fracassos para mim!


IMAGINAÇÃO

Agora parto para um segundo tema: imaginação. Vocês poderiam pensar que escolhi esse assunto devido ao importante papel que ele representa na reconstrução da minha vida – mas não é exatamente por isso. Se, de um lado, vou sempre defender o valor das “histórias para dormir”, por outro lado aprendi a valorizar a imaginação em um sentido muito mais amplo.

Imaginação não é apenas a capacidade dos humanos de pressentir o que falta, o que não deve acontecer, o que deveria existir, sendo, portanto, a fonte de todas as invenções e inovações. Em vista da sua capacidade reveladora e transformadora, é o poder que nos possibilita interpretar, compreender e ter empatia por seres humanos cujas experiências nunca vivenciamos.

Uma das mais importantes experiências na minha formação precedeu ao surgimento da série de livros Harry Potter, e ela me instruiu muito para o que escrevi mais tarde nesses livros. Essa revelação veio em forma de um dos primeiros dias de trabalho.

Embora eu estivesse predestinada a escrever histórias durante os meus intervalos para almoçar, consegui pagar o aluguel da minha casa com o salário que recebia do trabalho no departamento de pesquisa da Anistia Internacional (uma organização não-governamental) de Londres.

Lá, no meu pequeno escritório, pude ler várias cartas introduzidas clandestinamente no mundo livre, ou seja, “contrabandeadas” para fora dos regimes totalitários por homens e mulheres que arriscavam as próprias vidas para informar o mundo das atrocidades que estavam acontecendo em seus países. Vi muitas fotografias de pessoas que desapareceram sem deixar rastros, enviadas para a Anistia Internacional por amigos e familiares desesperados.

Li declarações de vítimas de torturas e pude observar imagens que mostravam seus ferimentos. Fiquei ciente do que estava relatado em manuscritos de testemunhas de execuções sumárias, de raptos, estupros e violações extremas de direitos humanos. Muitos dos meus colegas de trabalho eram ex-prisioneiros políticos, pessoas que tinham sido expulsas dos seus países e viviam no exílio, tudo porque cometeram o pecado de pensar de modo diferente e se opor ao governo.

Os visitantes do nosso escritório quase sempre eram pessoas que desejavam obter informações sobre desaparecidos ou que procuravam descobrir o que tinha acontecido com os que tinham deixado seus países. Não esquecerei nunca a entrevista que realizei com um jovem africano; ele tremia incontrolavelmente enquanto descrevia a brutalidade a que fora submetido, em conseqüência da qual quase enlouqueceu. Ele era uns 30 centímetros mais alto do que eu, mas parecia tão frágil como uma criança. Tive o encargo de levá-lo a uma estação de metrô para que pudesse voltar à sua casa. Ao se despedir, aquele homem cuja vida tinha sido destroçada pela crueldade tomou a minha mão e, com requisitada cortesia, desejou-me muita felicidade no futuro.

Outro caso também nunca sairá da minha memória. Eu estava andando por um corredor vazio e, de repente, ouvi gritos de dor e horror, vindos de uma porta fechada atrás de mim. Então a porta de abriu e vi alguém me dizer para trazer rapidamente uma bebida quente, para um jovem desesperado. Ele tinha recebido a notícia de retaliação por ter falado com franqueza sobre o regime vigente no seu país: sua mãe tinha sido presa e executada.

Mesmo com tudo isso, fui muito feliz durante o meu trabalho para a Anistia Internacional, pois vivia num país com um governo eleito democraticamente, no qual havia uma representação legal e onde todos tinham direito a um julgamento honesto, caso infringissem alguma lei.

Diferentemente de qualquer outra criatura viva nesse planeta, nós humanos podemos aprender e compreender, sem ter vivenciado algo. Podemos imaginar e pensar como se estivéssemos no lugar de outras pessoas, em outras situações. Podemos usar essa capacidade para manipular e controlar ou para compreender alguém.

Infelizmente, muitas pessoas abrem mão desse extraordinário poder: a imaginação. Elas optam por permanecer confortavelmente dentro dos limites da sua própria experiência de vidam, sem nunca procurar saber como elas se sentiriam se tivessem nascido com um gênio diferente. Elas podem fechar suas mentes e corações para qualquer sofrimento que não as toque; elas podem se recusar a ouvir os gritos dos que estão “engaiolados”; elas simplesmente não querem saber nada mais.

Penso que o perigo de não imaginar é o de acabarem vendo mais monstros, e bastante assustadores. Mais do que isso: aqueles que optam por não ter empatia com o problema dos outros podem possibilitar a criação de monstros verdadeiros.



Disse o autor grego Plutarco: “Só o que conquistamos intimamente é que irá mudar a realidade exterior.”



Esta é uma afirmação surpreendente, mas comprovada com grande freqüência em todos os dias de nossa vida. Ela exprime, em parte, a nossa inescapável conexão com o mundo exterior, ou seja, o fato de que as vidas das pessoas nos tocam e nos influenciam significativamente.



Quando é que cada um de vocês irá influenciar a vida de outras pessoas?



A sua inteligência, a sua capacidade para o trabalho duro e a educação que aqui receberam proporcionam, a cada um de vocês, uma condição especial e uma responsabilidade única. A maioria de vocês são cidadãos da única superpotência remanescente, mas isso vale também para os que são de outras nacionalidades.



A maneira como vocês votam, o modo como vivem e o jeito com que protestam certamente estabelecerão uma pressão no seu governo, com um impacto que seguramente transpassará as fronteiras. Este é um privilégio que cada um possui e é, ao mesmo tempo, uma obrigação.



Se vocês resolverem por usar seu status e influência para levantar sua voz em favor daqueles que não tem voz; se vocês optarem por se identificar não somente com os poderosos, mas também com os desamparados; se vocês mantiverem a capacidade de se imaginar na vida daqueles que não tem as suas vantagens, então não serão apenas as suas famílias orgulhosas que celebrarão seu triunfo hoje, mas muitos milhares de pessoas cuja realidade vocês ajudarão a mudar para melhor.



Nós não precisamos de mágica para mudar o mundo, pois já carregamos conosco todo o poder que necessitamos para isso: o poder de imaginar o melhor!

AMIZADES DURADOURAS



Tenho uma última mensagem para vocês sobre algo que aprendi quando tinha 21 anos. Praticamente todos os colegas com os quais me graduei continuaram meus amigos pelo resto da minha vida. Alguns se transformaram em padrinhos dos meus filhos, outros me auxiliaram muito quando estive nos meus momentos de dificuldade, e outros tantos não me processaram quando usei seus nomes e suas características para criar muitos dos meus personagens.



Na minha formatura, estávamos envolvidos por uma onda de enorme afeição e carinho que foi sendo construída ao longo do nosso tempo e convívio. Por isso, hoje quero lembrar a vocês que não existe nada melhor do que as amizades construídas no tempo de faculdade.



No futuro, mesmo que vocês não se lembrem de uma única palavra desse meu discurso, espero que não se esqueçam do que disse Sêneca: Como um conto, assim também é a vida: não importa o seu tamanho, o que vale é se é boa.

Sejam todos muito felizes!”
                                                               Fonte: www.timeinc.net
                                                          Fonte: www.telegraph.co.uk

sábado, 11 de dezembro de 2010

Eu não sei

Acredito que você já se deparou com alguém assim:  "o sabe tudo". Também conhecido como 
"o chato", "o que não ouve", "o que se acha" (ou melhor, "que se tem certeza", como diz um amigo meu).
O pior é quando ele entra em nossa vida na condição de chefe (sim, pois um líder de verdade sabe dizer "não sei").
Sempre me pergunto se ele realmente não vê que esse tipo de comportamento é um dos maiores vilões da criatividade e motivação da sua equipe.

Bem, em homenagem a esse "inseguro corporativo", selecionei um texto muito apropriado, pois sempre concordei com a frase: "Os ignorantes, aqueles que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: aprender!"


O texto abaixo é de Ralph S. Marston, Jr., que mantém um site interessante sobre motivação, o Great Day (em inglês).

Uma das melhores coisas que você pode fazer é admitir que não sabe algumas coisas. As pessoas mais inteligentes não são aquelas com a pretensão de saber tudo, e sim as que entendem de maneira realista o que sabem e, talvez mais importante, o que não sabem.

Algumas pessoas, de forma tola, querem mostrar que sabem o que na verdade não conhecem. É uma questão boba de orgulho, mas no fim esse comportamento só pode trazer consequências negativas.

Admitir que você não sabe alguma coisa é o primeiro passo para aprender. Ninguém pode saber tudo. Não existe vergonha em não saber.

Há muitas coisas que você pode aprender quando admitir para si mesmo e para os outros que não sabe. É muito melhor admitir que você não sabe do que continuar ignorante. Tenha a coragem de dizer "eu não sei" e, depois, vá pesquisar a resposta - será muito melhor para todos nós.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Poder do Conhecimento

Esse meu artigo também foi publicado no Hôtelier News. Leia AQUI.
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"Para que estudar, se a experiência é o que vale?!" Tenho certeza que você já ouviu essa frase (ou até falou) por aí. Em hotelaria então, isso é o dia-a-dia. Parece que só há espaço para crescimento de pessoas com larga experiência operacional.
Dias atrás, meus alunos do bacharelado de hotelaria comentaram que uma profissional bem sucedida do ramo disse em uma palestra que não há necessidade de estudo para crescer em hotelaria.

Caso você acompanhe meus artigos, já pode imaginar o tamanho da minha indignação com esse tipo de posicionamento, ainda agravada pelo fato de ter acontecido dentro de um ambiente acadêmico.
Bem, enquanto hoteleiros pensarem assim, realmente nada vai mudar. Continuaremos vendo:
- Evasão de bons profissionais da hotelaria para outras indústrias;
- Poucos profissionais com visão estratégica e com ampla visão do negócio;
- Escassos cursos de especialização, pós e MBAs para formar gestores hoteleiros;
- Estudantes com uma visão romântica da indústria. Para esses, indico um estágio urgente! Isso é a melhor 'vacina' para que as expectativas fantasiosas da hotelaria sejam vistas por uma perspectiva realista;
- Falta de pesquisa na área (tanto conceituais quanto de números do segmento).

Aliás, as poucas pesquisas que existem não vêm com nenhum tipo de análise. Esse item é um indício claro do quanto precisamos de mais cabeças pensantes no segmento.

Espero poder participar de eventos do trade no nosso país sem precisar ouvir palestrantes passando dados e tendências dos Estados Unidos ou Europa.
Realmente temos um problema conceitual aqui. No Brasil, quando falamos em educação, as pessoas logo associam a diploma. Ledo engano. Afinal, hoje em dia, um certificado tem prazo de validade cada vez mais curto.

Sabemos que, amanhã, tudo o que aprendemos hoje pode (e vai) mudar.

Portanto, é importante termos consciência de que informação é um bem dinâmico. Já conhecimento é saber o que fazer com a informação disponível. Estamos falando de aprendizado interativo, colaborativo e personalizado.

Eric Mazur, professor de Harvard, disse: "Educação é muito mais do que mera transferência de informação. A informação precisa ser assimilada. Os alunos têm de conectar a informação ao que já sabem, desenvolver modelos mentais, aprender a aplicar o novo conhecimento e adaptá-lo a situações novas e desconhecidas".
  


(foto: blog.opovo.com.br)

Como disse Gil Giardelli, CEO da Gaia Creative, em um excelente artigo para a HSM Management semana passada: "Vivemos em uma era em que a simples troca de informações é o motor de grandes mudanças". Imagina o valor agregado do profissional que sabe encontrar, analisar e tomar decisões assertivas com base em informações relevantes?

Portanto, vamos ampliar isso. Estamos falando aqui em aprender. E você pode (e deve) aprender todos os dias, pela vida toda. O problema é que as velhas desculpas sempre aparecem nesses momentos: "não tenho tempo", "não tenho dinheiro", "tenho outras prioridades no momento". E outras mais sinceras: "não consigo me concentrar", "tenho preguiça", "não sei pesquisar", "não sei o que quero..."

Não costumo aceitar muito os argumentos acima. Já ouvi até que alguns artigos são longos demais. Bem, para essas pessoas, nem perguntei qual o último livro que leram.

Em um mundo digital, onde absolutamente TUDO está disponível para todos na internet, sempre digo que, atualmente, a sala de aula serve para debate, networking e organização de informações e ideias. Hoje em dia, só não aprende quem não quer.
Esses dias fiz um teste. Meus alunos tinham 30 minutos para pesquisar sobre certo assunto na web. A maioria voltou sem nada nas mãos. Motivo: tirar informação da internet para eles se resume a foto abaixo:


Tradução: "Tirar informação da internet é como tomar um drink em um hidrante!"

Portanto, pare de ser escravo da internet. Faça-a trabalhar para você. Com os sistemas de busca, redes sociais, RSS e assinatura de algumas newsletters, você clica somente nos links que de seu interesse que já chegaram no seu email.

Também procure estudar em instituições de renome. O quadro de professores importa sim.

Os benefícios do conhecimento são inúmeros:
- Maior autoconfiança (pessoal e profissional)
- O que todo mundo sabe: "Quem lê mais, escreve e fala melhor!"
- Poder de análise. Exemplo: muito comum existirem pessoas que não sabem traduzir, analisar e explicar dados numéricos.
- Autonomia do pensar. Aceitar passivamente opiniões e/ou modelos prontos de pensamento nos fazem menos interessantes, tanto no ambiente de trabalho quanto pessoal. Acredite: senso crítico faz toda a diferença em um profissional.

Para comprovar isso, veja o que diz a pesquisa do Economist Intelligence Unit (EIU) de 2009, sobre as habilidades consideradas muito importantes e que faltam aos profissionais da América Latina:

  • Pensamento crítico - 78%
  • Capacidade para solucionar problemas - 73%
  • Aptidões pessoais, como negociação e networking - 72%
  • Liderança - 66%
  • Comunicação oral e escrita - 65%
  • Compreensão das implicações financeiras de decisões de negócios - 60%
  • Vários idiomas - 49%
  • Ciência, tecnologia, engenharia e matemática - 43%
  • Proficiência tecnológica - 40%
  • Análise estatística - 23%

Se nada disso ainda o convenceu, lembre-se que o conhecimento tem um caráter libertador, transformador. Isso explica por que as ditaduras limitam o direito a ele, à cultura e à informação. Junto com o aspecto monetário e moral, o conhecimento é um dos três itens que compõem a liberdade do ser humano.

E, por favor, vamos parar com essa história de escravos da hotelaria. Se você se sente um escravo (de qualquer coisa), é porque onde está não sente prazer nem reconhecimento pelo que faz. Mas a questão aqui é simples: partindo do pressuposto que você é o dono da sua vida (e não a empresa), o que você está fazendo para sair dessa situação? Pare de colocar a culpa em algo (ou alguém) e assuma o controle da sua vida profissional.

Pelo lado corporativo, de acordo com especialistas, a melhor maneira de uma empresa transferir o conhecimento é contratar pessoas perspicazes e deixar que elas conversem entre si.
Entretanto, na prática, o que vemos dentro de hotéis são pessoas brilhantes sobrecarregadas de tarefas que lhes deixam com pouco tempo para pensar, e nenhum para conversar.

Portanto, seja aquele profissional que "quer algo mais". Não se acomode, não se contente com um dia a dia sem desafios, inovação e novas ideias. Aliás, se você está lendo esse texto até aqui já é um bom sinal!

E se você é um gestor ou dono do seu próprio negócio, permita (até incentive) uma boa conversa entre seus colaboradores.
Independente da área, a atualização de um profissional deve ser permanente. Escolha um assunto de seu interesse e de aplicação prática na vida profissional e faça cursos, especializações, assista palestras, participe de associações do setor, invista em um bom networking, seja criativo, comunicativo e converse sempre.
Termino com uma frase do artigo A libertação no mundo por meio da banda larga: Não use velhos mapas para descobrir novas terras!

Se você realmente quer se destacar no mercado de trabalho, invista no seu diferencial! E, junto com sua reputação, o conhecimento é tudo o que realmente você levará para sempre na sua jornada profissional. Portanto, cuide da sua imagem, garanta seu futuro e aprenda...sempre!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Muita "utopia" em 2010!

"O presente pertence aos pragmáticos. O futuro é dos utopistas." João Baptista Herkenhoff


Ao pensarmos em utopia a primeira coisa que nos ocorre é de algo irrealizável, inatingível, de um sonho impossível. Os dicionários definem utopia como "projeto irrealizável: quimera". Thomas Moore escreveu uma obra filosófica, que relatava o ambiente e as condições de vida ideais numa ilha imaginária, a qual denominou utopia. Daí tal termo passou a ser utilizado como sinônimo de algo cuja realização seja difícil ou impossível.

Todavia, não é nesse sentido que utilizamos a expressão "utopia". Segundo João Baptista Herkenhoff, o conceito de utopia tem como idéia central favorecer uma visão crítica da realidade. Mas, acrescenta, sua função vai além disso. Utopia é, acima de tudo, uma forma de ação, pois provoca o movimento das pessoas em busca de uma sociedade mais justa. Contrariando o conceito clássico, busca-se através da utopia não o que é impossível, mas, sobretudo, o que é justo. Trata-se, pois, do "Princípio da Esperança" que anima o mundo e sustenta a vida.

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Esse texto foi escrito pelos dirigentes da Safrater - Sociedade de Amparo Fraterno Casa do Caminho no seu Boletim Informativo, chamado Notícias do Tiãozinho, de Dezembro de 2009.

E é assim, contrariando muitas expectativas, que conseguimos alcançar nossos objetivos, ousamos e saimos vencedores.
De acordo com o Doutor alemão Antônio Inácio Andreoli, "a possibilidade de pensar para além da ordem das coisas é um dos elementos centrais da emancipação humana, pois, apesar dos condicionamentos sociais e culturais das sociedades divididas em classes, há um espaço de reflexão e ação autônoma que permite a construção de uma consciência acerca da dominação vigente com potencial de superá-la."

Com base em tudo isso, desejo que 2010 traga muita "utopia" em sua vida e, assim, ela seja repleta de esperança e atitude em direção ao seu sucesso pessoal e uma sociedade mais justa.


Que tal começar LHE dando um presente. Apadrinhe uma criança na Creche do Tiãozinho ou somente contribua mensalmente (a quantia que quiser e puder) para essa ou qualquer outra entidade que busca mais igualdade na nossa sociedade. Acredite, a sensação da caridade incondicional é o melhor presente que podemos nos dar.
Mais informações: www.tiaozinho.org.br

"Só engrandecemos noss direito à vida, cumprindo o nosso dever de cidadão do mundo." Mahatma Gandhi