segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como acabar com a imagem de um hotel

Uma brincadeira infeliz rendeu muita dor de cabeça a um Resort no Chipre (ilha situada no Mar Egeu, ao sul da Turquia).
Durante uma celebração, 30 funcionários que recebiam prêmios por seu profissionalismo e cuidado com jovens turistas (alguns deles de origem judaica) decidiram posar fazendo uma saudação nazista, com um dos braços erguido e colocando o dedo sobre a boca, numa clara alusão ao bigode de Hitler.
Hi-de-Heil !

Naturalmente a atitude acendeu o sinal de alerta e ganhou destaque em diversos meios de comunicação, conforme descreveu o jornal The Sun.

Em defesa dos colegas, um dos funcionários alegou: “Quando bebemos e comemoramos, contamos piadas sobre Hitler“.
A Thomas Cook, empresa dona do resort, declarou que pretende apurar os fatos e disse que a representação da marca do Holocausto é “totalmente inaceitável“. Um porta-voz declarou: “Estamos levando este assunto muito a sério e e iremos realizar uma investigação completa”.

Todos os envolvidos podem perder o emprego. Alguém achou engraçado?

Quem pensa que esse gesto, aparentemente simples, não trará grandes prejuízos está enganado. Em 2007 quatro soldados austríacos foram processados por trocarem saudações nazistas em um vídeo publicado no Youtube. Qualquer divulgação de propaganda ou símbolos nazistas são considerados crimes na Áustria.

E por falar em Hitler, o líder do Nazismo gera polêmica onde seu nome é citado.

A Rede InterContinental está tentando desvenciliar-se do rótulo de "Hotel do Hitler" em sua nova unidade nos Alpes da Bavária. A região já é destino turístico há alguns anos em função do Holocausto.  Desde 1996, está aberto o "Documentation Center Obersalz-berg, com exposições do horror do 3º Reich.

InterContinental Resort Berchtesgaden , fomentando a discussão, foi construído no lugar onde Hitler costumava passar férias.
As autoridades locais defendem a abertura do hotel: "A melhor maneira de desmistificar lugares associados com o Nazismo é permitir que a vida siga no lugar."
Mas mesmo com toda a polêmica, o hotel está lotado, com 85% dos seus hóspedes sendo provenientes da Alemanha. E o preço é salgado: de 400 à 3.300 dólares a diária. 

Em resumo, enquanto o InterContinental reverte bem a situação da sua conexão com Hitler, fico imaginando o "coitado" do resort de Chipre, que viu todo seu investimento na imagem de sua marca ir por água abaixo com um "click". Começem contratando uma "excelente" (a melhor...) assessoria de imprensa e boa sorte...
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